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Protagonismo feminino negro na ciência: projeto do Cefet/RJ conquista três prêmios na FEBRACE 2026

Publicado: Quinta, 30 de Abril de 2026, 21h35 | Última atualização em Quinta, 30 de Abril de 2026, 21h35 | Acessos: 14

 A equipe do projeto de extensão “Educando jovens pretas e pardas para formar mulheres negras fazendo ciência”, do Cefet/RJ Uned Maria da Graça, foi destaque na 24ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE 2026), realizada entre os dias 16 e 20 de março, ao conquistar três importantes premiações. 

O projeto ficou com o 2º lugar em Ciências Humanas, além de ter ganhado o Prêmio Fuvest de Destaque em Educação, com o recebimento de certificados e de uma coleção completa das obras literárias exigidas no vestibular promovido por essa fundação, e o Prêmio ABRIC de Incentivo à Ciência, que também concedeu certificados às integrantes do projeto. Na FEBRACE 2026, representaram o Cefet/RJ a professora Mariana da Silva Lima e a aluna Júlia Côrtes de Paula, do terceiro ano do curso técnico em Segurança do Trabalho. 

Julia Côrtes de Paula e Mariana da Silva Lima na FEBRACE 2026

A FEBRACE é uma das principais feiras de ciência do país, voltada para estudantes da educação básica e técnica. Seu objetivo é incentivar a cultura científica, a investigação e a inovação, promovendo o protagonismo estudantil e a aproximação entre escola, universidade e sociedade. Os projetos apresentados na feira são avaliados por especialistas de diversas áreas, o que reafirma a relevância nacional das premiações concedidas e dos projetos contemplados. A listagem completa da premiação pode ser consultada no site da FEBRACE 

O projeto “Educando jovens pretas e pardas para formar mulheres negras fazendo ciência” é um dos projetos que compõem as atividades da equipe “Mulheres negras fazendo ciência”, coordenado pela professora Luciana Ferrari Espíndola Cabral, e coorientado por Mariana da Silva Lima. O foco é a formação científica de jovens pretas e pardas, incentivando sua permanência e seu protagonismo na produção de conhecimento. A iniciativa dialoga com questões estruturais da sociedade brasileira, especialmente no que diz respeito à equidade racial e de gênero na ciência.   

Mariana Lima considerou muito gratificante a participação na FEBRACE. “Já estávamos felizes e satisfeitas por termos o nosso projeto selecionado entre os melhores de todo o Brasil para estar na feira, que é a maior na área de ciências e engenharia do país. Mas, na hora da cerimônia de premiação, quando recebemos três prêmios e uma indicação para participar de outra feira, isso significou o reconhecimento da qualidade do trabalho que desenvolvemos. Foi um grande orgulho representar o Cefet/RJ nesse evento e trazer para a nossa instituição essas medalhas que certificam a excelência do trabalho que realizamos aqui”, comemora. 

Medalhistas: o projeto conquistou o 2º lugar em Ciências Humanas em uma das principais feiras de ciência do país

Premiadas como Destaque em Educação, elas receberam uma coleção completa das obras literárias do processo seletivo da Fuvest

Luciana Cabral acrescenta que a conquista vai além das motivações acadêmicas de formar com excelência. Para ela, ao ocupar os lugares de destaque em eventos como a FEBRACE, mulheres e meninas negras desconstroem os padrões misóginos e racistas da academia e da sociedade em geral. “A importância desses três prêmios e de todos os outros que os projetos já alcançaram está em dizer para as nossas alunas negras, mas também para toda a comunidade que nos observa, que nós podemos. Estamos educando para que elas tenham certeza de que são plenamente capazes e possuem competência técnica para alcançar todos os lugares que elas sonharem”, afirma.

 

Julia apresentando o trabalho do Mulheres negras fazendo ciência no estande da equipe

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